domingo, 28 de novembro de 2010

Rio de Janeiro e a Guerra ao Tráfico - Rio de Janeiro and the War on Traffic

Finalmente o Poder Público mostrou que, quando há interesse, consegue realizar a sua função Estatal básica. Precisou que um evento mundial, como a Copa do Mundo, onde interesses econômicos milionários se aliam ao esporte mais difundido no planeta, pusesse o estado brasileiro no trilho do cumprimento das suas obrigações.

A vergonha nacional, exposta na mídia durante décadas, aparentemente foi dominada. Dominação não quer dizer exterminação.

O extermínio só será possível com políticas públicas extensivas nas áreas retomadas, bem como, participação popular e medidas policiais preventivas.

Tomara que o Estado faça isso em outras regiões do Brasil, onde prostituição, tráfico e anomalias sociais presentes no cotidiano das pessoas, arruinam a paz social.

É necessário que os políticos deste país, tomem a vergonha necessária para que sejam promovidas mudanças nas leis criminais, em especial, a Lei de Execuções, pois não adianta endurecer a lei penal, na capitulação dos delitos e respectivas penas, se na execução da pena concedem "benefícios" aos bandidos, onde uma pena de dez anos, acaba sendo cumprida pela metade, aparentando ser de pouca ou nenhuma importância para o Estado, o que a ou as vítimas passaram.

Benefícios deveriam ser dados às vítimas, não para pessoas que fazem questão de desrespeitar a lei, os bons costumes, a paz social e desvirtuar a moral. Estes últimos merecem cumprir suas penas, tão somente isso.

Ainda me envergonho de saber que são concedidos benefícios, como prêmio ou para acalmar os ânimos em presídios. Bandido tem o direito de ficar vivo e o dever de cumprir suas penas.

Incrível que, num país deste tamanho e importância, nossa legislação, em especial a de Execuções Penais, seja tão "bondosa" com pessoas que só trazem prejuízos ao cidadão, à sociedade e ao pais.

Custa mais caro manter um bandido na prisão, do que uma criança na escola. Será que é por isso que a legislação é "bondosa"? Gostaria de saber de onde tiraram a ideia de conceder o direito, ao preso, de ter "visitas íntimas"? Pra quê? Igual ao que o Capitão Nascimento diz em um de seus filmes, para produzir mais "sementes do mal"? Direito básico o preso teria, se fosse cidadão cumpridor de suas obrigações.

Quando deixa o caminho da vida honesta, se torna um cidadão à margem da lei, torna-se um cidadão de segunda categoria, onde "perde" seus direitos. Isso deveria ser a primeira das medidas da lei, como coação, como desestímulo ao crime.

Bandido vota prá quê? Só se for para votar em bandido. Ah, agora eu sei de onde saem leis "bondosas", talvez criadas por outros iguais a eles, naqueles que votaram, e eventualmente se tornaram legisladores.

Agora, que a população consegue contribuir para isso, disso não tenho dúvida. A "semente do mal" nasce dentro da sociedade, não vem do espaço, de outro mundo. Um exemplo disso, é quando o filho do vizinho apronta alguma, logo vem alguém dizendo que isso não é coisa que se faça, que os pais deveriam dar um corretivo, deve ir para cadeia, etc e tal. Contudo, quando o próprio filho apronta, vem dizendo que a culpa é dos outros, que alguém o desencaminhou, que é um coitado, etc e tal. População hipócrita !

Gostaria de saber donde o legislador tirou a ideia fabulosa, que só pode responsabilizar o cidadão, como adulto, aos dezoito anos? Cada "cavalo" que se vê por aí, dizendo que não dá nada para ele, posto que é "de menor".

Então, diante de tudo acima exposto, apenas se o Estado Brasileiro tomar conta do Rio de Janeiro, com o mesmo respeito e carinho que a lei tem por seus bandidos, a população se envolver com as políticas sociais e medidas preventivas forem tomadas, o cidadão honesto que vive por décadas naquele pedaço de Brasil, terá a chance de ter paz de verdade. Senão, quando a Copa e Olímpiadas acabarem, tudo volta ao que era dantes...

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