segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Quem vai salvar os salvadores da Floresta Amazônica ? Who will save the saviors of the Amazon rainforest?

Assisti a uma reportagem sobre a Amazônia, e eis que, neste país "democrático", ainda existem situações peculiares, onde, PESSOAS QUE DEFENDEM A FLORESTA, são perseguidas e o PODER PÚBLICO, fica no maior MARASMO, sem dar respaldo a quem está certo, porque nossas leis são um lixo, para quem está certo, e uma maravilha, para quem é do crime. Afinal, você só é réu, após sentença transitada em julgado, isto é, se lhe pegarem no flagra, se você for filmado, fotografado, mesmo que seja por uma centena de "paparazzis", com direito a filmagem que saia até no Google Maps, você é INOCENTE, pois não há uma sentença condenatória transitada em julgado, isto é, sem mais recursos pendentes. Como diria um certo repórter: "UMA VERGONHA!"

Segue uma transcrição parcial, sobre dois HERÓIS, defensores da floresta e a realidade que vivem: (direitos de http://www.viceland.com)

"Fui conhecer a Majestade, a maior castanheira do lote de José Cláudio Ribeiro da Silva e dona Maria do Espírito Santo da Silva. Maior castanheira que eu já vi na vida, maior castanheira que ele, também, diz já ter visto. O casal vive da coleta de castanha e extração de essências da floresta, no assentamento extrativista Praia Alta Piranheira, no violento sudeste do Pará. Negam-se a negociar árvores da floresta como madeira com madeireiros da região, que serram ilegalmente até as castanheiras – que são protegidas por lei.

Recentemente o Ibama fechou duas serrarias em Nova Ipixuna, cidade mais próxima do assentamento, justamente pelo fato de terem sido encontradas castanheiras nos pátios onde as toras eram guardadas. Conscientes da ilegalidade, e de que a prática predatória é insustentável e vai levá-los à miséria, ao fim da floresta e, consequentemente, a perder a terra para a pecuária, como querem os fazendeiros do entorno, eles resistem à pressão e não vendem madeira ilegal – além de denunciarem os crimes. Atuam sozinhos, quase sem apoio de sindicato, apenas da Comissão Pastoral da Terra. Foram abandonados pela maioria das famílias do assentamento, que desistiram da resistência junto com eles na vida extrativista e sucumbiram ao aliciamento para vender as árvores, e a queimar o resto da floresta para produzir carvão para a indústria siderúrgica em Marabá. Pela atuação política que travam em defesa da floresta, são ameaçados de morte."


Adianta fechar serrarias e aplicar multas que nunca serão pagas? Presidente, Senadores e Deputados Federais, alterem a lei para por na cadeia os que extraem madeira ilegal, do peão ao dono de serraria !!!

No Rio de Janeiro, já foi provado que quando se tem vontade política, resolve-se o problema.

Quando é que vão ser unidas as forças necessárias para salvar os salvadores anônimos da Amazônia? Até lá...

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