quinta-feira, 14 de abril de 2011

Aparências, nada mais...

No rolar dos anos, viver desafios diários é uma tarefa corriqueira, que nem nos apercebemos que fazemos.

Abrir os olhos, respirar, se alimentar, aprender a andar, a falar, pegar objetos, são nossos primeiros desafios, acatando, no geral, o perfil de seus geretrizes.

Na adolescência, o desafio é ser diferente de tudo e todos, contudo, ser respeitado como indivíduo, enturmado, na moda, o impossível que é possível.

Tudo é terrivelmente difícil, teatralmente, tudo toma dimensões ora catastróficas, ora imensas, ora diminutas, conforme a variação do humor, tamanho da vontade, ou da coragem de menino que, por vezes, teima em invadir o ser aflorando para a idade adulta.

Mal saído da adolescência, já se dirigindo à largos passos, alguns para o trabalho e faculdade, outros, com a algibeira cheia, herdada da família, apenas para a faculdade, e outros só para o trabalho, já escrevem seus acordes para a idade que porventura ainda irão viver na maturidade, no que se refere a profissão, dinheiro e vida social.

Por óbvio, já que vivemos entre humanos e, na maioria da vezes, mundanos, vai se delineando a questão do status social, que por vezes ignora o status moral e espiritual, este último, já muito esquecido e "démodé" desde algum tempo.

Quando já arqueado, o peso da idade sobrepujando as forças dos músculos, pega-se a meditar sobre seus passos na terra vital, para a qual fatalmente irá voltar.

O que fiz?
Fui importante?
Fiz por merecer?
Quais as lembranças que terão de mim?
Serei eternamente lembrado?
Será que vão se lembrar da minha pessoa, após meu DNA se misturar ao da Terra?

Crentes em Deus, independentemente da linha filosófica-religiosa, imaginam-se em encontrar-se com o Criador.

Ateus e à-toas, morreu, acabou.

Será mesmo que o que as pessoas pensam, imaginam, querem de mim é realmente importante?

Será que o mais importante não é o que eu penso, imagino e quero de mim?

Sinceramente, nesta altura do meu campeonato, creio que há relativa ou pouca importância o que as pessoas pensam, imaginam ou querem de mim.

Nos dias de hoje, o desafio é aceitar que o mundo quer apenas que você tenha uma boa aparência, aparente estar sempre de bem com o mundo, aparentar não ter problemas, e sempre que possível, aparentar ser abastado.

O mundo não quer ter nem saber de nenhum problema seu.

Ele só quer seu medo, para que você realmente não seja você, que não seja livre, nem em seus pensamentos e nem no modo de agir. Quer apenas seu medo, para que você siga os padrões impostos pelo mundo, mais um escravo à serviço de modismos, vícios e aparências.

Aparências, nada mais...

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